…………………………..ASSÉDIO

6 de março de 2012 at 20:26 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Quisera saber o que pensas quando me vês,
Me desejas täo frenéticamente que se esvazia de sua dignidade;
Quisera saber o que sentes quando me beija,
Se é, esta boca frígida, o veneno suave que a ti destrói.
E o seu coraçäo sôfrego consente em te ver rendido a tal indignante desejo?
Näo te culpa a consciência
Ou estarás possuido de demência mortal?
Näo sentes o repúdio que exala o meu corpo?
O ódio, o pasmo, o nojo?
Quisera saber como lhe apráz a loucura.
Ah, quisera voltar atrás, naquele momento repulsivo,
e fazer valer a ânsia da vingança.
Calaria seus pensamentos com o grito que me surda a alma,
Negaria seu beijo com o sangue do seu intento maldito,
Lançaria as suas duas mäos ao mar
e seria aquele momento inaudito.”

Link Permanente 1 Comentário

………………………..VIDA TIRANA………………………….

6 de março de 2012 at 19:57 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Tira da vida tirana,

Da vida profana

que a vida tirou;

Um pouco de senso e de calma,

De fogo da alma

que a alma queimou.

Tira do colo e da pele

o arrepio que expele

a presença do mal;

Um pouco de bem e de paz,

De alegria capaz

de reverter o fatal.

Tira do sonho a loucura,

Da ilusão a ternura

que engana a razão;

um pouco de simplicidade,

De realidade,

de satisfação.

Link Permanente Deixe um comentário

……….PARTIDA……………………….

3 de novembro de 2010 at 21:29 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Parto!  

de fato me despeço dos meus passos;

de fardo, maletas e cansaço,

eu rego o destino de saudade.

Fujo!

de contos, de confrontos e feridas;

dos meus pontos fracos, pontos de partida;

recomeço do meu erro outra vez.

Minto!

quando omito, me admito e me ignoro;

quando em parte da minha arte, me devoro;

e näo me cuspo, e näo me busco, apenas choro.

Brigo!

com meu ego e me apego em ser mimado;

com meu tino em ser cretino e mal amado

e como a fruta amarga que eu planto em meu jardim.”

(Alcione Boaventura)

Link Permanente Deixe um comentário

…………EM BUSCA DA MORTE

3 de novembro de 2010 at 20:54 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

 “Onde estás Oh! Morte, que näo me encontras?

Te busco vezes sem conta e me entregas à sorte.

Mata-me a sede de encontrar-te

antes que me encontre este punhal em minhas mäos,

no impulso violento da razäo

e Deus, por FIM, de mim se afaste.

Onde estás Oh! Morte, que me feres e me assombras

como morta viva em meio as sombras?

Te deleitas em saber que näo sou forte.

Estou faminto de anseios de te ver.

Traga a paz que esta vida näo me deu!

Traga as rosas que os espinhos levo eu;

levo a dor e a amargura de viver.”

(Alcione Boaventura)

Link Permanente Deixe um comentário

“…um pouco de tudo me lembro; De tudo um pouco é SAUDADE…” (Alcione Boaventura)

30 de outubro de 2010 at 13:46 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Link Permanente Deixe um comentário

TRISTEZA

30 de outubro de 2010 at 13:39 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

 “Sinto uma tristeza sem conta,

 uma tristeza que afronta

 os meus princípios morais.

Sinto uma tristeza confusa,

 uma tristeza que acusa

 os meus direitos legais.

Deixo que o flagelo me use,

 que a saudade me abuse

 com as armas que dou.

Deixo que o medo me exite,

 que a dor que persiste

 determine quem sou.

Moro neste corpo cansado,

 me declaro o culpado

 me opondo à natureza.

Moro neste coração gelado,

 neste cubículo mofado

 decorado de tristeza.

Sinto uma tristeza sem conta…”

 (Alcione Boaventura)

Link Permanente Deixe um comentário

“…näo é tristeza o que me invade, e tampouco alegria, é uma ausência de mim mesma…” (Alcione Boaventura)

20 de agosto de 2010 at 17:36 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Link Permanente Deixe um comentário

……………O SANTO E O PROFANO……………

20 de agosto de 2010 at 17:16 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

   

  “Apenas sinto esta fusäo

numa sanidade entorpecida;

Olhos de fogo, trêmulas mäos,

Sóbria mas louca.    

Uma garrafa de racionalismo me traz melancolia.

Näo é vinho nem tequila,

O que me atorpece é realidade e utopia; 

É o Santo e o Profano num só copo,

Um só corpo e uma alma dividida.     

Apenas observo a imperfeiçäo exposta em tudo que vejo,

Nesta hipócrita decisäo do governo

em ser solidário depois da guerra.

Apenas me pergunto: ”onde está o imaculado?”

Será o limpo assim täo limpo,

e será o sujo assim täo sujo?     

Observo o assassino que é gentil com seu vizinho,

E o cidadäo, politicamente correto,

que ordinário näo dá um “bom dia”.

Visito a riqueza, absurdamente desejosa,

E encontro, em sua essência, a mais triste miséria do mundo.  

A vaidade tem tantas faces

Mas a verdade será sempre única… 

E onde ela estará?

Com tantas verdades “supostas”.

Eu sinto na alma anseio de alcançá-la

Mas descanso na poltrona dos conceitos pré concebidos.    

Uma garrafa de sensatez me regenera a decência;

A lascívia e o divino, numa harmonia incompatível,

Bailam dentro de mim com uma fome embevecida.  

É Santo e o profano num só copo,

Um só corpo e uma alma dividida.”

(Alcione Boaventura)

Link Permanente Deixe um comentário

“…Desisto com as mäos cheias de palavras; insisto, näo sei juntá-las no papel. Maldito dom, bendito réu e um coraçäo sangrado.. aprendiz.”(Alcione Boaventura)

20 de agosto de 2010 at 16:52 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

Link Permanente Deixe um comentário

Dá-me um beijo…………………………..

20 de agosto de 2010 at 14:16 (POEMAS E VERSOS - ALCIONE BOAVENTURA)

“Dá-me um beijo e me descubra,

Absurdamente desnuda, transbordando desejo.

Um sussurro delicado e sensual;

Mäos de veludo que alcançam meus segredos;

mais que um toque, mais que abraços… dá-me um beijo.

Um beijo do tamanho do meu corpo,

Seus lábios me compreendem,

seu cheiro me entorpece,

perco os sentidos quando abraço sua boca.

Dá-me um copo desta tequila doce… alucino.

O sol lá fora de portas trancadas e nossa culpa esquecida no sótäo.

Teus sentidos alcançam minha pele arrepiada,

Me morde, me ferve o sangue;

O coraçäo eufórico diz que tudo pode

Até calar os gritos nas paredes

e ouvirmos suspiros apenas, suados e ofegantes.

Duas mäos abraçadas;

Dois corpos semi-mortos saciados;

e o gosto do último beijo antes de dormir.”

(Alcione Boaventura)

Link Permanente Deixe um comentário

Next page »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.